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Problemas no sofá

Luiz Carlos Prates


Interessante. Uma psicanalista contando numa entrevista de jornal sobre os problemas mais comuns, as queixas mais frequentes, no sofá dos psicanalistas. Resumindo a ópera, os problemas mais comuns envolvem insônia, luto, solidão, relacionamentos familiares e desejos que as pessoas temem realizá-los. Um bom resumo. Há bem mais coisas, sei disso, mas o resumo está bom. Vamos lá. Insônia, já disse isso cansativas vezes, sempre tem uma razão emocional, ela não vem de graça. E no fundo, no fundo, as pessoas sabem de onde lhes vêm suas insônias, sabem sim, não tentem enganar os outros, antes de enganarem a si mesmas. Sem o enfrentamento dessa causa da insônia tudo o mais será tempo perdido ou caminho encurtado para a cova, como, por exemplo, para os que consomem soníferos. Soníferos matam. Só se justificam em casos de convalescença, três ou quatro dias e olhe lá... E sem essa de que foi o “doutorzinho” quem receitou, sem essa. Soníferos encurtam a corridinha para a cova. E o luto, como lidar com ele? Não há saída senão pela resignação, não há com revertermos o jogo. É chorar, sentir, secar as lágrimas e achar novas luzes no sol da vida, não há outra saída para o luto. E a solidão? Há dois tipos de solidão, o da ausência de pessoas perto de nós e a solidão nossa com nós mesmos, a pior de todas. Reconheço que viver sozinho é bucha, poucos aguentam e têm toda razão, é duro, todos precisamos de uma companhia, mas não pode ser algo neurótico, doentio. Se a pessoa tiver saúde e liberdade essa solidão pode ser bem resolvida. Pode sim. E os problemas com familiares? São os mais comuns e não raro enlouquecedores. Sempre haverá um desajustado, invejoso, mau-caráter, safado, ordinário e sem-vergonha em nossa família. Olhando bem, em todas as famílias. É tentar harmonia ou cair fora se não der certo. Um mau-caráter jamais vai se tornar um bom-caráter. E os desejos que temos e tememos realizá-los? Vêm das inseguranças, das incertezas, será mesmo que desejo isso? Quem de fato quer alguma coisa, sabe que tem potencialidades para essa coisa, tem fé e não é preguiçoso consegue tudo na vida. Tudo bem pensado, chegamos à final conclusão de que tudo está na palma da nossa mão, é ter consciência disso e agir. Sem agir, não há santo que ajude.


Pudor

No passado se sugeria a quem quisesse muito aparecer que pendurasse uma melancia no pescoço. Idos tempos do pudor. Hoje isso é brincadeira de criancinha de três anos, e olhe lá. Acabo de ler, e fui confirmar, tudo confirmado, uma senhora, bem idosa, no caso, uma velha, ela aparece num programa semanal de televisão, anunciando que fez “harmonização vaginal”. Agora é assim... Vergonha, velha!


Futuro

Vejo nas tevês pais forçando os filhos, elas e eles, para que também façam sucesso nas telinhas. Sucesso? Quem faz sucesso é pessoa equilibrada, pessoa que sabe que não se deve forçar a barra do futuro profissional dos filhos. O sucesso dos filhos virá dos estudos e da decisão dos próprios jovens sobre o que lhes cai mais ao seu jeito de ser. O mais é barra forçada, coisa dos farsantes nas tevês...




Falta Dizer

Peguei o sujeito já no meio dos comentários, mas nada de novo... O apresentador falava que 49% dos brasileiros estão a dizer que o melhor relacionamento entre homem e mulher é cada um em sua casa... Só os inseguros pensam assim, garanto. E vão pensar assim quando estiverem velhos e pela beiradas? Idiotas.

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