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A banalização da dengue em Joinville

Tome Nota com Enio Alexandre

foto: Rafael Alisson Fuchs


Joinville, uma cidade que há poucos anos não conhecia a dengue, agora se vê imersa em uma realidade preocupante. Na sexta-feira (19), a Secretaria da Saúde confirmou mais dois óbitos em decorrência de dengue na cidade. Desde janeiro de 2023, foram registradas 15 mortes por conta da doença.

O cenário é alarmante, com filas intermináveis nos postos de saúde e falta de dispositivos para a realização dos testes rápidos da doença. A população ainda lida com uma central de combate à dengue que não abre nos finais de semana e feriados, resultando em uma cultura da normalização que se instaurou entre os gestores públicos.


É impressionante como as pessoas, especialmente os responsáveis pela saúde, conseguem se acostumar com algo tão prejudicial como a dengue. A falta de ações efetivas, planejamento adequado e investimento suficiente têm permitido que essa doença se prolifere de forma assustadora na cidade.


Com base nos pronunciamentos da prefeitura de Joinville e na publicidade - gasta-se muito dinheiro em propaganda- a impressão que fica é de que a população é a única "culpada" pelo aumento da doença.

Enquanto a dengue avança silenciosamente, é necessário que a população, mas principalmente os responsáveis pela gestão pública se conscientizem da gravidade da situação. A banalização da doença não pode ser tolerada, e é fundamental que sejam adotadas medidas urgentes para combater sua propagação.


A população de Joinville precisa de uma resposta efetiva por parte das autoridades, com a implementação de estratégias de combate à dengue, ampliação da capacidade de atendimento nos postos de saúde e investimentos em prevenção. Somente assim será possível reverter a cultura da normalização e proteger a saúde e o bem-estar dos cidadãos.




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