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(Vídeo) A Fábrica de multas

Comentários de Joinville por Jordi Castan

Relato de internauta que se propagou nas redes sociais.


Por muito que alguns insistam que não há uma fábrica de multas em Joinville, as evidências insistem em mostrar o contrário. Há vários motivos para que a fábrica funcione a pleno vapor. O primeiro é a necessidade de arrecadar para pagar salários e despesas do Detrans (Departamento de Trânsito de Joinville), o perverso modelo que destina parte do dinheiro arrecadado com as multas para pagar o custeio da entidade obriga a multar para poder pagar as contas.

A situação ficou mais grave quando venceu o contrato da fiscalização eletrônica, o que o motorista da vila conhece por radares ou pardais. Sem um novo contrato Joinville deixa de arrecadar mais de R$ 1 milhão por mês, aproximadamente R$ 15 milhões por ano. Dinheiro que está fazendo falta. O que pode explicar a sanha fiscalizadora do Detrans , representado por este agente de trânsito que com a caneta na mão se aproveita de um cruzamento confuso, sem sinalização horizontal adequada, com um sinaleiro com tempos curtos e com motoristas desavisados para faturar alto.

Esta deve ser a justificativa para que os agentes de trânsito, nunca estejam presentes onde são necessários, agilizando a fluidez, orientando os motoristas, redirecionando o transito quando houver obras ou interrupções. Devem estar ocupados demais multando.

Há quem assegura que os agentes de trânsito têm cotas de multas a cumprir, o secretário da Seprot assegura que não há cotas a cumprir. Difícil de comprovar, mas o vídeo deixa claro que não existe a menor vontade de querer disciplinar o trânsito, que a ação dos agentes é punitiva e que o direcionamento da secretaria e do departamento de trânsito é arrecadatório.

A função dos agentes de trânsito deve ser prioritariamente a de fazer que o trânsito seja mais seguro, mais fluido e contribuir para a educação de motoristas, ciclistas e pedestres. Alguns insistem em que a melhor educação vem pelo bolso e assim acabam apoiando a atitude truculenta, desavergonhada e covarde dos agentes multando sem que haja a mínima possibilidade de defesa do cidadão.

Em cidades em que o cidadão é prioridade os agentes param os infratores, explicam qual foi a infração cometida, justificam, educam e multam. Ninguém está aqui defendendo a impunidade. Infrações devem ser punidas. Mas o objetivo primordial do Código Brasileiro de Trânsito tem a finalidade óbvia de orientar o trabalho das autoridades de trânsito na organização da circulação de veículos nas vias públicas. com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para o trânsito, fazer uma leitura exclusivamente punitiva é um erro estimulado pela necessidade de arrecadar.

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