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Uma loja inesquecível

Luiz Carlos Prates



Já contei a história que vem a seguir, todavia, como faz muito tempo, vou recontá-la, é oportuno. Ademais, hoje mais do que nunca, essa história serve como um chapéu para muitas cabeças, especialmente as cabeças dos que dirigem emissoras de televisão tidas por “grandes” Dirigem? A história aconteceu em Bogotá, uma cidade linda, rica, de gente “arteira”, capital da Colômbia. Eu estava, como narrador de futebol, em Bogotá com a Seleção. Numa tarde, eu andava para lá e para cá, passeando pelo centro de Bogotá. De repente, tive a atenção despertada pela vitrina das lojas Hubber, Na vitrina (vitrina, eu disse) vários ternos masculinos, com ombreiras, tecidos de primeira, estilo hollywoodiano... Entrei, antecipei que seria difícil comprar, seriam necessários alguns ajustes nas roupas, essas coisas. Na hora, o lojista de me disse: - “Tiramos as medidas agora e à tardinha tudo estará pronto”! Acreditei. De fato, tudo estava pronto. Pensei no Brasil, bah, aqui eu perderia a paciência de tanto tempo que levariam para os ajustes. Mas o que me traz a esta história, leitora, é que junto com as roupas vinha o Manual do Como se Vestir Melhor. Nunca no Brasil vi coisa parecida. Nesse manual você tem uma longa lista de – O tipo de roupa, a cor dos ternos, as gravatas, as camisas, as meias e os sapatos que a pessoa deve usar para fazer a combinação perfeita. Tenho até hoje o manual. E estou no assunto porque o que vejo hoje nas tevês é de mandar prender os “diretores”. Um viva da pátria do salve-se quem puder. Os apresentadores, eles e elas, os repórteres, todos vestidos como bandeiras de carnaval, todas as cores. Um vale tudo inaceitável, calças rasgadas, camisas amassadas e inadequadas, piercings, riscos pelo corpo, cabelos nem se fala, um horror diário. Como ter audiência desse jeito, como encantar pessoas, como fazer “seguidores”, seguidores do bem, do talento, dos corretos da vida, como? As famílias deviam educar suas crianças para os bons modos, as escolas deveriam reforçar essa educação e as empresas, ambientes de trabalho, bater o martelo: decência acima de tudo. Não, nada disso, o Brasil tem como modelos a esculhambação e os ordinários de Brasília... Socorro!


Modas

Modas mudam na passagem do tempo. Há algumas décadas, mulheres obesas eram as favoritas dos pintores, hoje são as magras. Quem decide isso? Bobagem inventada pelos parvos que criam “modas”. Ontem vi anúncio de uma pobre coitada que pregava: “Magra para Sempre”. Visando a quê? A explicação era: - Ah, para cuidar melhor dos filhos, fazer sexo mais ativo com o parceiro... E um monte de idiotices. Esse é o mundo de hoje. Mandar esse tipo de gente “pastar”...


Música

Não vai faltar quem diga, - “Ah, isso é opinião de tiozinho”! Não, não é opinião de tiozinho, é a verdade brasileira. A música, no caso. Para quem chegar de fora, que tipo de música vamos oferecer como sendo “música popular brasileira”? Será que alguém se atreverá dizer que é a música chamada de sertaneja? Sertaneja de onde? Burrices, bandalheiras, falta de talento, de voz, de ritmo, de tudo... Será isso a música popular brasileira? Faz tempo mesmo que os “analfas” deram poder aos “analfas”!




Falta Dizer

Um estrangeiro tem que ser muito mal-informado para vir “passear” no Brasil. Se o cara voltar vivo é sorte grande. De quem é a culpa? Sabemos bem de quem é... E também é culpa do povo, por maioria. Acertar contas com esses tipos que esculhambam o Brasil. “Acertar”...

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