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Uh! Que beleza, os algoritmos!

Disrupção: Tudo com Raphael Rocha Lopes


“♫ Uh uh uh que beleza/ Uh uh uh que beleza/ Que beleza é saber seu nome/ Sua origem, seu passado e seu futuro” (Que beleza, Tim Maia)



Os algoritmos estão por aí, por todos os lados e cantos, organizando nossas vidas. Um algoritmo é uma sequência de instruções e ações para resolver problemas. Quando se fala em algoritmo é possível que a maioria das pessoas pense imediatamente em matemática ou computação, por relacioná-lo a contas, cálculos e equações.


Não estão erradas, mas não é só isso se se pensar de maneira mais ampla. Nosso corpo, de uma forma ou de outra, é um conjunto de algoritmos e, nessa linha, nossos atos são consequências de algoritmos, pois resultam de uma sequência de instruções, decisões e ações.


Então, queiramos ou não, nossas vidas são conduzidas por algoritmos desde sempre.


Na internet


Na internet não é diferente. Matérias de jornais ou revistas, programas de televisão, documentários e filmes demonstram claramente o quanto nossas vidas estão sendo conduzidas, direta ou indiretamente, com nossa consciência e sem ela, pelos algoritmos de softwares (os programas de computador, que hoje estão tão avançados que, em alguns casos, já podem ser chamados de robôs e, em outros, de inteligência artificial).


Em certos momentos eles são bem-vindos, pois facilitam nossas vidas ajudando ou acelerando processos de escolhas, como naquelas listas da Netflix ou nas sugestões de títulos de livros ou de qualquer outro produto, ambas baseadas em nossas escolhas anteriores.


É possível dizer, inclusive, que esses softwares ou inteligências artificiais sabem mais sobre o que queremos do que nós mesmos.


O problema começa quando não temos noção que estamos envoltos por essa infinitude de zeros e uns, e acabamos comprando por impulso ou quando somos embolhados pelos algoritmos, acreditando que só o que passa nas timelines das nossas redes sociais é o que acontece no mundo, ou pior, é o que é o certo. Todos deveriam lutar incansavelmente contra estas bolhas – o que não é fácil – sob a dura pena de ter uma visão enviesada e míope sobre o mundo e sobre a realidade.


Eles realmente conhecem você


Diversos estudos pululam nos meios científicos e na internet sobre como algoritmos identificam ou podem ajudar a identificar depressão. Um, inclusive, fala da cor predominante das fotos publicadas em redes sociais. Nesse caso, de acordo com a pesquisa de duas universidades dos EUA, de 2017, o programa de computador diagnosticou corretamente sinais de depressão com mais acerto do que os médicos de carne e osso: 70% x 42%.


Outra pesquisa, também de uma universidade norte-americana, com resultados divulgados em meados do ano 2020, baseada em tuítes (as mensagens do aplicativo Twitter), atesta o estado de ânimo do usuário.


E diversos outros sentimentos têm sido alvos destas pesquisas


É inconteste que o homem quer entender o homem desde sempre. Com os computadores, os softwares e a inteligência artificial, há décadas o homem está investindo nestas tecnologias para aumentar essa sua compreensão sobre o próprio homem, e seus problemas, e como ajudá-lo.


Nesta seara, há também grandes corporações que parecem estar mais preocupadas em entender o homem para simplesmente lucrar mais. Separar o joio do trigo está ficando cada vez mais difícil e, como cantava Tim Maia, hoje cantam os algoritmos: “uh, uh, uh, que beleza é saber seu nome, sua origem, seu passado e seu futuro”. E eles sabem...


Texto de Raphael Rocha Lopes


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