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Televisores, Copa e Internet

Disrupção: Tudo com Raphael Rocha Lopes

Nos anos 70 o técnico Zagallo fazendo propaganda de uma marca de TV


“♫ No flow/ Por onde a gente passa é show/ Fechou/ E olha aonde a gente chegou/ Eu sou/ País do Futebol, negô/ Até gringo sambou” (País do futebol, MC Guimê).


As perspectivas sobre qualquer coisa mudam com o passar do tempo, por vários fatores. Disseram que a televisão acabaria com o rádio (e as rádios); que, por sua vez, acabaria com os livros. Depois disseram que a internet acabaria com a televisão, com o rádio e com os livros. Não sei se isso acontecerá, mas alguns números são interessantes.


Dependendo da fonte, as estatísticas dizem que o telefone levou 50 e 75 anos para atingir 50 milhões de usuários; o rádio entre 38 e 40; a televisão entre 15 e 22. Os aparelhos celulares levaram entre 10 e 12 anos para atingir a mesma cifra de usuários e a internet entre 4 e 7 anos. O Instagram um ano e meio, o Youtube 10 meses e Twitter 9 meses. Um aplicativo de jogo de internet, o Pokémon Go, levou 19 dias para atingir 50 milhões de usuários, mesmo tempo do site adulto Pornhub!


TV's


Trouxe os números ali de cima apenas para demonstrar que, de fato, muito do que vemos e percebemos é uma questão de perspectiva. E as televisões são um capítulo à parte.


Não sei se o leitor sabe, mas as vendas de aparelhos de TV, no Brasil, aumentam de quatro em quatro anos, especificamente nos anos de Copa do Mundo. É a verdadeira união do gosto do brasileiro por tecnologia e esporte (ou, objetivamente, futebol). No último levantamento envolvendo Copa do Mundo realizado, as vendas em 2018 superaram 19% as de 2017.


Mas são vários fatores que envolvem esse incremento cíclico. Fabricantes e publicitários, há décadas percebendo a paixão nacional que aflora ainda mais no ano em que as torcidas rivais e pessoas que mal gostam de futebol se unem em prol de uma seleção, criam promoções que estimulam esse crescimento nas vendas. Talvez alguns leitores até lembrem daquela marca, muitos anos atrás, que dava garantia ao aparelho “até a próxima Copa”.


Os novos formatos


Assim como as televisões passaram dos tubos e seletores de canais na própria caixa para telas planas e finíssimas e controles remotos, a própria forma de vender também mudou. Pesquisas apontam que as vendas físicas acontecem antes do início dos jogos e as vendas online no decorrer do campeonato. Pelo menos foi o que aconteceu na Copa da Rússia.


A grande questão contemporânea é: com o forte crescimento e a facilitação do acesso à internet e aos dispositivos portáteis, em especial os smartphones, será que essa tendência quadrienal se manterá ou os jovens fãs do esporte bretão utilizarão o que está, literalmente, a suas mãos?


A internet e as tecnologias que estão aparecendo envolvendo as transmissões de futebol proporcionarão envolvimentos diferenciados aos espectadores, com a possibilidade de ver lances de ângulos que na televisão, por ora, ainda não é viável. E esse é só um exemplo simples. Vem muito mais coisas pela frente, que deixarão o torcedor mais imerso e participativo nas futuras transmissões de futebol.



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