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Serão felizes?

Luiz Carlos Prates



Você sabe, sou colecionador de frases, faz tempo que as recorto de jornais e revistas. Frases são resumos de pensamos que nos fazem pensar... Já disse também que frases são “remédios” para todas as nossas dores. Sim, para as nossas dores, afinal, ninguém toma remédios quando está bem, quando está feliz. De um tempo a esta parte, passei a duvidar de quase todas as imagens que me chegam às retinas. Meu primeiro pensamento é: - Será? E esse será me leva de imediato a lembrar de uma das minhas tantas frases, esta: - “A fé consiste em não crer no que está acontecendo”. Na mosca! Vejo a casa de muitos “famosos” (famosos de araque, bobões, isso sim, mas... com dinheiro sobrando), bobões que vivem em casas que não fazem sentido, 8, 10 quartos, piscinas enormes, pátios que exigem um bando para limpar e preservar etc. Minha pergunta imediata é – Será? Serão felizes os moradores dessas casas, mansões? Aposto todos os dedos que não, mas não mesmo. Casas enormes e vazias, vazias como as almas dos seus donos/moradores. Pensando nisso, leitora, e dizendo o que digo, lembro-me de outra frase, bem maior. Ela diz assim – “Sentir-se bem nos lugares onde você passa uma boa parte do tempo, eis uma questão que você deve tratar como essencial e prioritária. Por isso, mexa-se nesses lugares, faça intervenções práticas para tudo ser melhor”. Magnífico esse pensamento. O sujeito, eu, você, a mãe Joana, seja quem for, podemos viver como reis e rainhas numa quitinete, numa casinha modesta, bah, daquelas em que o espaço é acanhado, mas... Uma casa imensa para a felicidade possível. Tudo vai depender do modo como a vemos, como a cuidamos, como a valorizamos, não pelo preço imobiliário, mas pelo preço da nossa felicidade interna, que não depende de espaços nem de volumes bancários. Já disse que a fé consiste em não crer no que está acontecendo...? Pois é, então, olho para minha “casinha”, ou o que for, e a vejo como um “palácio”, um palácio onde vivo como um rei ou com uma rainha. A velha história do transformarmos o limão que a vida nos deu numa saborosa limonada. Infelizmente não é assim. Nossa infelicidade vem dos desejos inadequados e da cegueira emocional de não vermos a felicidade neste “cantinho”... Problema nosso.


Caráter

Não vou parar de falar... Os ordinários precisam ouvir, sem nenhuma delicadeza ou respeito. Ouça esta manchete: - “Criança que pratica bullying na escola precisa de ajuda profissional”. Sim e não. Quem primeiro precisa de “ajuda”, uma ajuda de delegacia, são os pais, pais que não educam, que não puxam as rédeas dos filhos. Crianças bem-educadas, que têm pais que valem a pena não fazem bullying. Tratamento, sim, antes de tudo aos pais ordinários...


Caso

Dessa reportagem de que tratei, sobre bullying, ouça agora um pedaço de uma história. – “A garota chegou à escola exibindo sua roupa nova e humilhando uma colega, a quem chamava de pobre por receber doação de roupas usadas...”. Essa rapariga que humilha a guria pobre com certeza imita a mãe dela, a fruta não cai longe do pé. Sem falar que ela nunca foi educada para o respeito. Ordinária!




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