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Preciso desabafar

Luiz Carlos Prates



Estou olhando para as nuvens, será que andam nas nuvens as pessoas confiáveis? Acabei de ler o meu horóscopo e duvido, duvido e faço pouco, que não sirva para a leitora e para o leitor, duvido. Antes de dizer da mensagem, apenas relembro que os horóscopos de hoje são meras mensagens psicológicas, filosóficas, nada têm de presságios, de visões assustadoras, inquietantes a provocar medos. Nada disso, são mensagens que nos fazem bem. A mensagem que acabo de ler diz assim: - “Você nada perderá ao compartilhar as suas inquietações; porém, tudo dependerá da qualidade das pessoas com quem você conversar. É neste momento que se testa a grandiosidade dessas pessoas”. Cuidado, cautela máxima. Nem tanto desconfiar nem tanto confiar, no meio a virtude. E mesmo com todas as prudências, revelar nossas inquietações é um formidável risco. A mensagem do horóscopo enfatiza que “Tudo dependerá da qualidade das pessoas com quem conversar”. Mas é aí que o bicho mora. A amiga, o amigo que vai nos ouvir tem marido, mulher, amigos, familiares e... Duvido, mas duvido com todas as letras que algumas dessas pessoas não vão bater com a língua nos dentes em algum lugar ou momento. Aliás, falando assim, acabo de me lembrar de um ditado espanhol que nos manda acreditar um pouco no que vemos e em nada do que nos dizem. O diacho é que ouvimos, duvidamos, mas passamos adiante a história que nos contaram. Vem dessas desconfianças, que são mais que desconfianças, são certezas, o sucesso de psicoterapeutas que mal conhecemos ou que não sabíamos mesmo da vida deles. Estamos desabafando para “estranhos”, estranhos que nos podem ajudar. De fato, ter amigos, amigos “daqueles”, raros como dinossauros na igreja, é uma loteria na vida. A dúvida, o não acreditar de olhos fechados em nada, é mesmo o alicerce da sabedoria. Confiar e sair por aí soltando a língua, bah, mas nem para a mãe Joana. Bom, para encurtar a conversa, foi sobre esse alicerce da desconfiança que alguns espertos criaram há séculos a “confissão auricular”, um ingênuo contando de seus pecados, medos e segredos para muitos que jogavam o jogo de ditadores e governos safados. Infelizmente, é preciso uma antena giratória de detecção de amigos fieis e de pessoas dúbias para abrirmos a boca com tranquilidade. Onde se acha essa “antena”? Na boca fechada...


Perigo

Não vejo saída. Aliás, vejo sim... Perigo à vista, é bom que abram o olho. Ouça esta manchete: - “Manicômios judiciários começam a ser desativados em todo o país”. Decisão do Conselho Nacional de Justiça. Quer dizer, agora vamos ter que conviver nos hospitais comuns com bandidos de todo tipo, sanguinários incorrigíveis, é isso? E será que os “bacanas” vão ter esse mesmo convívio? Abram o olho, não brinquem com fósforo...


Loucura

Uma enorme carga de “cocaína rosa” foi apreendida em Porto Alegre. Essa cocaína é mil vezes mais alucinógena que a outra, em pouco tempo acaba com o estúpido consumidor. O que me tirou do sério ouvindo a notícia na tevê foi que essa cocaína rosa costuma ser para “clientes” de alto poder aquisitivo, ela é muito cara. Ah, que interessante! Quer dizer que boçais com dinheiro são viciados? Por onde anda mesmo a “novidade”?


Falta Dizer

Eu entrava no banco e um amigo saía. Gracejando, perguntei a ele: deixaste algum restinho para mim? Ele parou e quase me leu um livro de queixumes. Nada de novo. E mais uma vez lembrar, poupar, um tostão que seja, é paz no futuro. A maioria vira o queixo...




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