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Por onde eles andam?

Luiz Carlos Prates

Coisa triste, mas os bons exemplos sumiram. Sumiram ou andam bem escondidos. E por que se esconderiam os bons exemplos? Porque, mais das vezes, os bons exemplos são apedrejados, pedras de críticas, invenções, mentiras de todo tipo sobre eles, inveja, tudo. Ser um bom exemplo e andar por aí, nas ruas, é risco garantido. Ah, antes de ir adiante, vou lembrar de uma frase de Shakespeare na peça Rei Lear. O inglês disse que “Neste mundo, os loucos conduzem os cegos”. Claro, os cegos mentais, os verdadeiros cegos. A frase é muito antiga, significando que não é de hoje que os estúpidos mandam... Mas a conversa é outra, pelo menos penso que seja. Sem duvidar, estamos hoje, mais do que nunca, num mundo de loucos. Penso que usar a palavra “loucos” ainda não tipifica “capacitismo” pelos hipócritas, agora é assim... Sim, mas quem seria um bom exemplo? Olhe, não é preciso ir longe, bom exemplo é o de uma pessoa que se contenta com pouco. Já falei aqui dos ricaços, bah, gente com dinheiro saindo pelas orelhas, mas... Caindo de quatro e pastando nos gramados da vida, pessoas infelizes mesmo, ainda que tentem despistar. Vou fazer uso de um pequeno trecho do livro A Psicologia Financeira, de Morgan Housel. – Dois amigos conversam em uma festa sobre a fortuna bilionária do anfitrião. – “É incrível como ele está cada vez mais rico”!, diz um dos homens. Ao que o outro responde: - “É verdade, mas eu tenho algo que ele nunca terá... o suficiente”! Vivo dizendo isso, ninguém precisa mais do que o suficiente, e ninguém é ingênuo para não saber o que lhe é suficiente. Desejar demais encurta-nos o caminho para os aborrecimentos. Já nem vou falar dos homens bem casados, mas que vivem batendo as asas da traição para a primeira sirigaita que lhes cruza o caminho. Muitos fazem isso, são descobertos e veem o até então bom casamento ir pelo ralo. Bons exemplos? Pessoas falando com conteúdo, sem extremismos, vestindo-se com discrição, sem falsos arroubos de endividamentos e crediários, pessoas corretas, éticas... Pessoas que tem um carro, não um carrão, essas pessoas sabem que as ostentações levianas de nada lhes vão melhorar a vida. Enfim, dar-se por feliz com o “suficiente” é um bom exemplo. Quem mesmo? Aonde?


Presente

Foi dia destes, mas a coisa se repete todos os dias, de um modo ou de outro. Missa de sétimo dia para o pudor... Uma senhora, 50 anos, casada com um “famoso” da tevê, ela também faz tevê, deu de presente a uma “sem-talento”, uma ex-BBB, um vibrador. Isso mesmo, um vibrador, mas não um vibrador de inteligência, mas um vibrador de pessoas sem autorrespeito. Agora é isso. A que deu o vibrador tem uma loja de vibradores. Socorro!


Valores

Coincidência? Acabei de falar o que falei sobre “vibradores” e um locutor no rádio ligado ao meu lado começou a falar de valores, falava de um colégio católico de Florianópolis. Eu conheço esse colégio, ô, se conheço! Valores? Da boca para fora. Os filhos dos “abonados” pintam e bordam com bulllyings nos filhos dos “pobres”. Alunos trapaceiros de todo tipo. – Ah, coisas de crianças, dizem os hipócritas. Crianças? Vão aos banheiros...



Falta Dizer

O Brasil está vivendo um morticínio incomum, centenas de mulheres surradas e mortas todos os dias por seus “companheiros”, broxas de araque, vagabundos covardes. E qual a pena que é dada a esses canalhas? Ou você acha que homem que é Homem bate em mulher? Prisão perpétua, já. Ou...

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