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Pedreiro picha a própria casa pagar cirurgia

Homem em busca de ajuda para cirurgia sofre com dores incessantes

redes sociais


O pedreiro Isaías dos Santos, residente em Sumaré, São Paulo, enfrenta há cerca de dois anos uma batalha dolorosa contra dores persistentes que afetaram drasticamente sua qualidade de vida. Diante da necessidade urgente de uma cirurgia para tratar sua condição médica, Isaías tomou uma decisão angustiante - colocar sua própria casa à venda e fazer um apelo em forma de pichação, buscando angariar fundos para cobrir os custos médicos necessários.


A mensagem de apelo, gravada em um muro, clama por ajuda de maneira comovente: "isso é um pedido de socorro", são palavras que ecoam o desespero que Isaías sente. Após consultar diversos médicos, tanto na rede pública quanto na particular, a urgência de sua situação foi comprovada por exames médicos em abril do ano passado. No entanto, a cirurgia que se tornou essencial para aliviar seu sofrimento foi recusada em diversas ocasiões, deixando-o em uma situação angustiante.


"Estou há dois anos vivendo essa vida, não ando mais para canto nenhum, só dentro de casa", lamenta Isaías. Ele sofre de uma hérnia de disco e perda de cartilagem na coluna, condições que têm limitado severamente sua mobilidade. A gravidade da situação é tal que um médico indicou a necessidade de um procedimento cirúrgico que envolve a colocação de um pino na coluna, substituindo a cartilagem perdida.


Em novembro do ano passado, uma médica fez um apelo ao Hospital da Unicamp para que a cirurgia fosse realizada. O pedido também foi apoiado pelo Centro de Neurologia. No entanto, até o momento, a cirurgia vital não foi realizada, deixando Isaías preso a uma vida de dor e limitações.


Isaías, de 44 anos, vive sozinho e depende da ajuda da família, principalmente de sua irmã Maria Zilma Silva, que o auxilia nas tarefas diárias. Maria Zilma testemunha de perto o sofrimento que seu irmão enfrenta em suas visitas frequentes aos hospitais, onde episódios de angústia são uma constante.


A comunidade também tem se mobilizado para ajudar Isaías. Vizinhos contribuem na manutenção de sua casa e na busca por remédios. Atualmente, sua mobilidade é tão limitada que ele se locomove dentro de casa com a ajuda de uma muleta.


Diante da situação, Ivete Rodrigues, uma vizinha, expressou sua frustração pela falta de ação das autoridades de saúde: "A gente fica muito triste, porque é um descaso com a sociedade. As pessoas doentes desse jeito, tem dia que nem anda, e ninguém faz nada?". Ela acredita que é imperativo que a comunidade se una para ajudar Isaías em sua luta.


Em resposta, o Hospital Estadual de Sumaré comunicou que, de acordo com a equipe de neurocirurgia, Isaías poderia passar por um tratamento conservador em vez de uma cirurgia. A instituição destacou que os exames contraditórios não foram realizados em suas instalações e que Isaías deve apresentar a documentação relevante para uma nova avaliação. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o paciente foi atendido adequadamente e que a responsabilidade pela cirurgia recai sobre o Estado.


A espera continua para Isaías, que aguarda sua consulta marcada para outubro. Enquanto isso, a comunidade permanece esperançosa de que a atenção à sua luta o ajudará a finalmente obter o tratamento médico necessário para aliviar seu sofrimento.


Com informações da EPTV




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