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Parar e pensar

Luiz Carlos Prates



Há pouco, uma amiga me contou uma história que não me surpreendeu, mas ela estava de cabelos arrepiados com a história. Era uma dessas histórias contadas na internet. Um pai se queixando do diretor da empresa onde o filho dele trabalhava. Resumindo a ópera, o rapaz, o empregado, havia chegado ao trabalho com os cadarços, com os barbantes dos sapatos, sujos, embarrados. O chefe olhou, viu os sapatos sujos do rapaz, o interrogou sobre o porquê da sujeira e o mandou limpar os sapatos, na hora. O empregado, opa, desculpe-me, o “colaborador”, obedeceu, e chegando em casa contou do vexame por que passara. O pai dele ficou indignado. O rapaz não entendera da razão do porquê tamanho ranço de parte do chefe, do diretor da empresa, afinal, eram “apenas” sapatos sujos. Ocorre que no meio da advertência, o chefe perguntou ao rapaz: - “Você compra a crédito aí fora? Você faz crediário”? O empregado, ah, desculpe outra vez, o colaborador disse que sim, que comprava a credito. Dito isso, o diretor lhe perguntou: - “E quando lhe perguntam onde você trabalha você dá o nosso endereço”? O rapaz, obviamente, disse que sim. E foi aí que a ficha caiu, o chefe enfatizou ao rapaz dos sapatos embarrados que quando ele fala da empresa onde trabalha, toda a empresa está naquele momento representada por ele... Esse o resumo da história. Acontece, e vivo dizendo aqui, nas colunas, nas rádios onde tenho comentários por todo o Estado e também nas palestras dentro de empresas, que nós somos nós e nossas circunstâncias. Quando saímos de casa saímos com o nosso nome pessoal e carregando junto o nome da família, o nome do clube a que pertencemos, o nome do partido onde somos filiados, da igreja a que frequentamos e, mais que tudo, da empresa onde trabalhamos. Desmazelados, sujos, borrados pelo corpo todo, com adereços ridículos, roupas rasgadas, desleixos comportamentais e fala desbocada tudo cai no RH social da empresa que nos paga. Vale para tudo e todas as instâncias. Mas neste mundo hipócrita de hoje não vai faltar quem diga que o chefe, o diretor da empresa, promoveu assédio moral sobre o jovem empregado, opa, desculpa quis dizer jovem colaborador... Ele agiu certíssimo. Ferro nos desmazelados do nem-aí...


Machado

O machado das florestas corta, mas Machado de Assis nos afia, no melhor dos sentidos. Ouça esta frase machadiana: - “Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento”. Bah, que delícia de frase, que argúcia e que “entrelinhas”... Hoje, Machado de Assis seria torpedeado pelos falsos, pelos “religiosos” e não pelos sensatos. E quem diz verdade, não merece castigo.


Medos

Problemas mentais vêm de desarranjos no modo de pensar, vêm dos medos. Todos temos medos, todos, nunca levar em conta os gaiatos que dizem não ter medo de nada... Pois é, mas os medos, mais das vezes, quase sempre, resultam de questões mal pensadas, não compreendidas. Parando para pensar, vai sobrar pouco espaço para a maioria dos nossos medos. E quem tem medo, como dizia Lampião, o cangaceiro, se enterra vivo.




Falta Dizer

Levianos precisam ter pudor, não tem cabimento alguns idiotas enchendo manchetes com destaque ao cabeça-de-bagre Neymar, dizendo que ele superou Pelé na Seleção Brasileira. O “dengoso” fez gols merrecas, Pelé ganhou três Copas, três, e fez gols inesquecíveis pela importância de momentos “decisivos”. O “quebradiço” Neymar fez gols contra a Bolívia? Vão se coçar numa tuna, parvos!

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