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Oportunismo ou Eficiência

Tome Nota com Enio Alexandre


foto: Polícia Militar Ambiental de SC


Na última semana, um acidente envolvendo um caminhão transportando ácido sulfônico sacudiu as estruturas de Joinville, cidade que depende do rio Cubatão para seu abastecimento de água. A tragédia não apenas provocou uma corrida contra o tempo para conter os danos ambientais, mas também colocou em evidência a presença de políticos no local, levantando a questão sobre a distinção entre ser proficiente e demagogo em momentos de crise.


O sobrevoo do prefeito Adriano Silva acompanhado do deputado Matheus Cadorin na área atingida foi seguido pela presença dos deputados estaduais Maurício Peixer e Fernando Krelling, além do secretário de estado da Segurança Sargento Lima e de vereadores. A população, dividida entre agradecimento pela atenção e acusação de oportunismo político, questiona se essa presença é demagogia ou trabalho efetivo. Contudo, a ausência desses representantes poderia ser alvo de críticas ainda mais severas - "Onde estão nossos deputados, o prefeito, os vereadores?".


É inevitável refletir sobre a natureza política dessa mobilização em um ano eleitoral. A presença destas lideranças pode ser vista como uma tentativa de capitalizar votos, mas, ao mesmo tempo, é preciso reconhecer que a visibilidade que trazem também coloca em destaque a gravidade da situação. Talvez, seja melhor pagar pelo excesso de ação do que sofrer pela ausência completa de responsabilidade.


O embate entre propostas legislativas é evidente no histórico do deputado federal Darci de Matos, que, enquanto estava na Alesc, propôs a proibição de cargas tóxicas na rodovia SC-301. No entanto, o secretário de estado da Segurança, Sargento Lima, ressalta que simplesmente transferir o problema para outra rodovia não é uma solução eficaz.

O governador Jorginho Mello foi ágil ao determinar que as obras na rodovia incluam áreas de escape. Essa iniciativa sugere um esforço conjunto para solucionar problemas imediatos, mas também levanta questionamentos sobre a eficiência do governo em períodos não eleitorais.


Joinville, a gigante adormecida, precisa, mais do que nunca, acordar para as demandas que sua importância econômica impõe. O episódio do acidente serve como um alerta para a cidade, que deve reivindicar sua justa parte em investimentos e atenção dos governos estadual e federal. Este é um momento para transformar a comoção política em ações concretas, não apenas para o trecho afetado, mas também para outras áreas críticas, como a BR-280, entre Araquari e São Francisco do Sul, e as marginais da BR-101, no perímetro urbano de Joinville.


A cidade, que gera tantos recursos para o estado, precisa garantir que sua voz seja ouvida, não apenas em momentos de crise, mas de forma consistente. Afinal, mobilizar forças políticas para encontrar soluções é uma prática que deve transcender anos eleitorais e bandeiras políticas, transformando-se em um compromisso contínuo com o bem-estar e o progresso de Joinville e da região norte de Santa Catarina.




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