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O passaporte sanitário é uma questão coletiva e não individual


Participantes de audiência pública no dia 2 de dezembro na Alesc criticaram o passaporte sanitário foto: Bruno Collaço


Um comentário favorável sobre a implantação do “passaporte sanitário” feito no meu programa da Rádio Colon AM (1090) mereceu apoio e também ofensas de quem não respeita a opinião do outro. “Perdi a minha admiração por ti”, escreveu uma ouvinte na página do Facebook da emissora. “Não fala asneira", se manifestou outra. Pelo menos eu respeito quem é contrário a esta medida que é defendida pelo governador Dória, de quem não sou admirador.


É preciso sair do plano político/partidário para refletir sobre o interesse coletivo e não o individual - muito menos questionar sobre a autonomia de querer se vacinar ou não; ou retirar o direito da liberdade de quem se recusa. O passaporte é uma prevenção contra maximizar o contágio em locais públicos, impedindo que um venha contaminar outros. Quem não estiver vacinado, por exemplo, não pode entrar em estádio de futebol, restaurante, boates, transporte coletivo, entre outros. Prevenção para o bem da coletividade. Interromper o efeito dominó.


No último Festival de Dança, o convidado do camarote da TIGRE tinha que fazer o teste PCR na hora. Quem não se submeter não entrava. Eu fiz e assisti ao lado de outras pessoas, sem nenhum receio de conversar e apertar a mão, mesmo com máscara. Se fosse contrário ao teste ou ao passaporte da vacina (se tivesse, no caso) eu não entraria.


A ideia do passaporte não é nova. No começo da pandemia o Governo de Israel instituiu um método semelhante para seu cidadão que viajasse ao exterior e que voltaria em breve. Uma prevenção que foi aceita pela opinião pública para impedir, principalmente, que o israelense trouxesse de fora o vírus para dentro.


Aquele que recusar a vacina terá como “punição” não entrar em locais públicos. É uma opção dele. É o interesse coletivo contra o individual. Aliás, foi por esta reflexão que mudei de ideia no início da vacinação e decidi me vacinar. Foi pensando em quem mora comigo, quem trabalha comigo e nos amigos que convivem comigo.


Por fim, uma estatística para quem critica minha posição: a USP e outros institutos concluíram que, de março de 2021 até final de outubro, de cada 10 mortes pela Covid-19 oito não tinham tomado nenhuma dose de vacina. Um motivo para também pensar individualmente e se vacinar.


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