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Desavença na política em Joinville

Tome Nota com Enio Alexandre

Inimigos declarados, líderes da Coreia do Norte e Estados Unidos, Kim Jong-Un e Donald Trump, se cumprimentam num encontro na Ásia.


Nesta semana, a Câmara de Vereadores de Joinville foi palco de um episódio que revelou a tensão política entre o prefeito Adriano Silva e os vereadores Wilian Tonezi e Cleiton Profeta. Os dois vereadores, que não fazem parte da base de apoio do prefeito, relataram publicamente que não foram cumprimentados por Adriano Silva em eventos recentes na cidade.


Apesar de terem votado favoravelmente em diversas ações da atual administração, o gesto de desconsideração do prefeito deixou os vereadores incomodados e gerou polêmica entre os presentes na sessão da Câmara. De acordo com Wilian Tonezi, o prefeito demonstrou uma atitude infantil ao ignorar os vereadores. Faço a ressalva que crianças brigam, mas superam a raiva e logo voltam a brincar. O caso levanta a discussão sobre a importância do diálogo e da civilidade na política local.


É notório que, em qualquer democracia, é natural que haja divergências e visões distintas sobre os assuntos públicos. Essa pluralidade de opiniões é justamente um dos pilares da democracia. No entanto, o que se espera é que os representantes eleitos estejam abertos ao diálogo, respeitando as diferenças e atuando em prol do bem-estar da população.


É lamentável que o comportamento do prefeito tenha sido desprovido de cortesia e respeito. Mesmo em cenários internacionais, vimos líderes de países adversários se cumprimentando e dialogando em busca de soluções para questões em comum. O episódio em Joinville reflete a falta de maturidade política e a dificuldade de lidar com a pluralidade de ideias.


Recentemente, um grupo de vereadores apresentou denúncias sobre supostas irregularidades na licitação dos radares em Joinville, um ato que é uma prerrogativa de sua função fiscalizadora. O prefeito reagiu classificando a ação como um "atentado à democracia". Contudo, é importante reforçar que a democracia não só permite, mas também encoraja esse tipo de questionamento e fiscalização por parte dos órgãos legislativos.


O cenário político local deve ser pautado pelo respeito mútuo e pela compreensão de que as divergências são naturais em uma sociedade plural. A falta de diálogo e a recusa em cumprimentar adversários políticos apenas enfraquecem a capacidade de buscar soluções eficazes para os problemas da cidade.


Espera-se que, diante desse episódio, os representantes da Câmara de Vereadores e o prefeito de Joinville possam refletir sobre a importância de uma convivência política mais harmoniosa. A população merece ver seus representantes trabalhando em conjunto, deixando de lado interesses pessoais e partidários para focar no bem comum.






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