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O Desafio da mobilidade em Joinville

Tome Nota com Enio Alexandre

Com 464.845 veículos, Joinville tem a maior frota de Santa Catarina, segundo o IBGE.


Em meio às ruas de Joinville, onde o asfalto é tantas vezes pontuado por fileiras de carros, reside uma realidade que merece nossa atenção. Segundo os dados do IBGE de 2022, a cidade abriga uma frota de 464.845 veículos, se esse ritmo de crescimento continuar logo teremos um automóvel por habitante. Uma estatística que ecoa a necessidade de repensar nossa relação com a mobilidade.


Os aplicativos de carona, que se apresentam como solução, agora enfrentam desafios. A recente determinação judicial que exige que e empresa Uber indenize e registre seus motoristas coloca uma sombra de incerteza sobre esse serviço. E no entanto, são justamente esses aplicativos que têm, em parte, mantido essa estatística de veículos em um equilíbrio frágil.


Há alguns anos, conversando com Beno Harger, sócio-proprietário da Transtusa, na sede da empresa na avenida Santos Dumont, fui questionado por ele sobre a percepção do custo das passagens de ônibus. A responder que considerava o preço acessível, fui surpreendido ao ouvir do dono da empresa que ele considerava os preços elevados, especialmente quando comparados com os aplicativos de transporte individual, que oferecem comodidade e flexibilidade.


A recente proposta da prefeitura de licitar ônibus com ar condicionado é um passo na direção certa. Contudo, é apenas um início. Mais linhas precisam ser criadas, e investimentos em infraestrutura são cruciais. Avenidas, pontes, faixas exclusivas para ônibus e ciclofaixas se mostram necessárias.


Empresas, escolas e comércios têm um papel vital a desempenhar. Incentivar espaços para o armazenamento seguro de bicicletas é um gesto que não apenas contribui para a redução da frota de veículos, mas também promove a saúde e a sustentabilidade.


Há congestionamentos, poluição e danos à saúde dos habitantes de Joinville. É urgente a adoção de medidas que incentivem os cidadãos a deixarem seus carros em casa e adotarem o transporte coletivo ou o uso das "zicas". A introdução de ônibus elétricos poderia ser parte da solução, promovendo a transição para formas de energia mais limpas e sustentáveis.


A iluminação pública e a segurança caminham juntas nesse processo. Ruas seguras significam uma cidade próspera e em movimento. Essas ações não são apenas benéficas; são imperativas para uma cidade que almeja a modernidade.


Uma cidade onde a mobilidade é sinônimo de qualidade de vida, e onde cada passo é dado em direção a um futuro mais promissor.




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