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Nunca mudamos

Luiz Carlos Prates


Algumas pessoas nascem aqui, outras ali e outras acolá. Isso vale para a história humana, das cavernas até hoje. E daí, somos diferentes? Não, o ser humano é o mesmo bicho predatório desde sempre. O que nos faz diferentes são as pressões da cultura. Cultura, a leitora sabe, é o que fazemos, os povos fazem, no tempo e no espaço. Vale dizer, mudamos de “cultura”, de hábitos, mas na essência continuamos os mesmos bichos devoradores, se possível. Estou exagerando? Acabo de ver uma pesquisa feita na Suécia, onde muitos por aqui imaginam estar o paraíso. Os suecos não diferem em nada de nós, brasileiros. Podem, por questões “culturais”, isto é, hábitos mutáveis no tempo e no espaço, ter tido mais tempo que nós para pensar, mas no epidérmico somos iguais e em todos os tempos e lugares. Os suecos fizeram uma pesquisa interessante por meio do seu Bureau de Economia. Pesquisa alongada por 10 anos. Era preciso bom tempo para fazê-la. A pesquisa era sobre como se comporta um casal depois de um prêmio polpudo na loteria. Digamos que a mulher ou o marido ganhou a Mega-Sena sueca, como se comportaria o casal com esse dinheirão na mão? A pesquisa apontou que mais ou menos a metade dos maridos continuaria na mesma, mas... As mulheres, em proporção muito maior, dariam no pé, pediriam o divórcio. Não é interessante, leitora? Bom, tenho comigo uma pesquisa publicada pela DataFolha, feita aqui no Brasil, que garante que o dinheiro é muito mais importante no casamento que o sexo. Alguém duvida? Um casamento não se pode alicerçar sobre “lençóis sujos”... Tem que haver um amor no dia a dia dos pombinhos que transcenda a falta de dinheiro ou a sobra dele. Mas fiquei pensando nas suecas, dinheiro na mão e elas dão no pé? Fica a ideia de que estavam vivendo uma subalternidade econômica, exatamente como aqui. Desculpem-me, isso não é casamento, é anulação existencial, é jogar-se a pessoa na lata de lixo da vida. Todos podemos ser livres financeiramente, por nós mesmos e ninguém mais. O mais é covardia, interesse e degradação pessoal. Nascer, crescer e pensar viver em tal prisão/dependência é não se respeitar a pessoa. Suécia e Brasil? Iguais.


Empregos

Lembras do prof. Raimundo na tevê? Esse mesmo, o que fazia “ó” com os dedos, mostrando, simbolicamente, o salário dos professores. Pois o “ó” virou moda no mercado geral. E o IBGE diz que a baixa qualidade dos pretendentes a um emprego é o que prepondera. Vale dizer, se a pessoa estiver desempregada, o que a espera no mercado é um “ó”. Solução? Depende da pessoa, de sua qualificação e obstinação. O mais é “o”...


Segurança

Com segurança não se brinca, “depois” é tarde. Pesquisa antiga feita por americanos garante que 93% dos acidentes de trabalho são de culpa dos acidentados. Negligenciaram, apostaram em suas “experiências”, dispensaram cintos, botas, luvas, óculos, e não deram bola para as advertências feitas nos treinamentos. Dá no que dá. Vale para atropelamentos. Se o carro não subir na calçada ou o motorista não tiver passado o sinal fechado, a culpa é do atropelado. Segurança é responsabilidade de todos. De todos.


Falta Dizer

Fim de semana... Hummm. O que vem pela frente? Pus a mão na minha caixa de frases e saiu esta promessa: - “O melhor está por vir. Acredite”! Muito bom ser positivo, esperar pelo melhor, mas... A frase precisa de um acabamento: “Faça a sua parte para ter o melhor, de graça nem a água da torneira”. Puft.




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