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GM oferece carro zero para demitir funcionários


Linha de montagem da S10 e da Trailblazer em São José dos Campos (SP)

foto: General Motors


A montadora General Motors, responsável pelas marcas Chevrolet, Cadillac, Baojun entre outras, chegou a um acordo com os sindicatos dos metalúrgicos de três fábricas em São Paulo. Mais de um mês após a Justiça do Trabalho cancelar cerca de 1.200 demissões, a empresa iniciou na terça-feira (5), um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com uma série de benefícios, além das verbas rescisórias previstas em lei, a quem aderir (veja ao fim do texto quais são). 


Em outubro, a empresa demitiu 839 funcionários de São José dos Campos, 300 de São Caetano e 105 de Mogi das Cruzes. Em protesto aos cortes, os metalúrgicos das três fábricas paulistas entraram em uma greve de 17 dias, que só foi encerrada após o cancelamento das demissões e até a montadora aceitar pagar os dias parados.


De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a proposta é resultado das negociações entre a General Motors e o sindicato.


O Programa de Demissão Voluntária acontece até 12 de dezembro e é aberto a todos que estão operando regularmente na fábrica ou que estejam em licença remunerada. A meta é desligar um número semelhante de trabalhadores nas unidades onde ocorreram as demissões. 


O secretário-geral do Sindicato de São José dos Campos, Renato Almeida, informou que eles são contra qualquer fechamento de postos de trabalho, mas que o PDV é uma alternativa às demissões que foram feitas.  


Programa de Demissão Voluntária oferece:


- Para trabalhadores que tenham de um a seis anos de fábrica: seis meses de salário, adicional de R$ 15 mil e plano médico por três meses ou R$ 6 mil;


- Para trabalhadores que tenham sete anos ou mais de fábrica: cinco meses de salário, um carro Onix Hatch LS ou R$ 85 mil e plano médico por seis meses ou R$ 12 mil;


- Para cada adesão de trabalhador que esteja ativo na fábrica haverá retorno de outro trabalhador que esteja em licença remunerada;

-Para quem não aderir, haverá estabilidade no emprego até 3 de maio de 2024;


Em relação aos dias parados durante a greve, a proposta prevê a compensação de 50% até 30 de junho de 2024, de acordo com a necessidade de produção.






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