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Meu limão meu limoeiro

Luiz Carlos Prates



A vida, a leitora sabe disso, é um limoeiro. Um limoeiro que ganhamos ao nascer, ninguém escapa. E em sendo assim, a única saída é aprendermos desde cedo a conviver com os limões, com os limões da vida. Uma criança nasce com o seu limoeiro carregado, e ela não tem ainda como transformar o limão de cada dia numa saborosa limonada senão chorando. A criança indefesa chora de fome. A mãe lhe dá o seio ou a mamadeira. A criança não caminha por ela mesma, um adulto tem que transformar esse limão numa limonada. A criança faz sinais com os bracinhos sobre algumas de suas necessidades, sobre o limão que naquele momento a está incomodando. E assim ao longo da vida, temos um “limoeiro” de enfrentamentos todos os dias, ninguém escapa. Esse limoeiro personifica nossas inevitáveis dificuldades, problemas, desafios, sofrimentos que temos que enfrentar, sejamos ricos ou pobres. Sendo assim, não temos saída senão transformar esse limão de cada dia numa adoçada limonada. Claro que estou falando num sentido figurado, mas a vida nos manda mensagens “figuradas” ao longo do nosso tempo... – Ah, já ia esquecendo, não adianta chiar, reclamar ou rezar, quem tem que transformar os “limões” da vida somos nós. Alguém, num certo momento, até pode nos ajudar a espremer o “limão”, mas a limonada terá que ser feita por nós. Pessimismo? Antes fosse, mas é a mais pura verdade. Saúde, trabalhos, amizades, casamentos, dinheiro, tudo nos chega aos horizontes da alma na forma de desafio, e desafio é um limão. E a leitora, assim como o leitor, sabe que desafios são coisas nossas, ou enfiamos o pé na porta do desafio ou ele vai nos fazer engolir em seco o suco amargo do limão da derrota. Falando nisso, já li sobre vários suicídios de psicoterapeutas nos Estados Unidos. Mas como? Os caras se dispõem a ajudar pessoas que não costumam dar conta dos seus limões e, eles mesmos, não suportam os seus limoeiros? Mas isso não é de hoje e costuma ser também muito comum na vida de muitos pregadores religiosos, da boca para fora juram acreditar no que pregam, mas... Suas vidas particulares os entregam: são desnorteados existenciais, para não dizer coisas piores. Felizes os que aceitam seus “limoeiros” e deles fazem deliciosas limonadas.


Violência

A manchete é muito modesta. Ela diz assim: - “Brasil tem um estupro a cada 40 minutos”. É muito mais. A propósito, acabo de ouvir uma mulher dizendo que era estuprada pelo marido, que ele a silenciava com o travesseiro. Quando a mulher não quer fazer sexo, o marido não a pode forçar. Isso é estupro. Vem dessa verdade esta outra: a maioria das casadas faz sexo por não ter coragem de dizer não, fingem. Fazem o sexo teatral. O mais comum...


Horror

Vais viajar de avião? Sugiro que rezes com bastante fé. Só por misericórdia divina a pessoa terá ao seu lado, atrás ou na frente alguém educado. O que mais anda “pelos ares” é gente sem educação, mal-educada, vestida de qualquer jeito, um horror. Crianças então nem se fala, reproduzem os papais e as mamães direitinho... E dizer que havia quem falasse mal das rodoviárias...


Falta Dizer

Fico com pena dessas pessoas “sem família”, ainda que tenham família. Manchete: - “Influenciadora russa morre aos 39 anos após se submeter à dieta extrema”. E a família? E por que dieta extrema? Por saúde? Duvido. Coitada, seguiu a manada que diz que beleza está no corpo, ferrou-se. Pobre da manada!




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