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Limpar o nome

Luiz Carlos Prates



Quem já não atrasou uma conta? Nem o cara mais rico do mundo, todos já atrasamos uma conta. A questão é que tipo de conta e por que razões o atraso. Alguns oportunistas estão oferecendo a muitos endividados brasileiros uma chance de negativarem seus débitos e voltarem à confiança no crédito formal das lojas e bancos, mas... Há atrasos e atrasos. Um atraso de pagamento das contas convencionais em razão de uma grave enfermidade pessoal ou de alguém da família entende-se, a coisa se explica. Fora disso, por que do atraso, da inadimplência? Esse oportunismo popularesco de ajudar endividados precisa ser repensado. Quem se atrasa num pagamento por uma razão muito especial certamente vai lutar para colocar as contas em dia. Já o despudorado, o que não sossega o facho nos lazeres e nos gastos irresponsáveis olha para os lados e espera por ajuda, tolerância ou nem isso, simplesmente “esquece” das contas. Esse oportunismo do “nome limpo” ou Desenrola Brasil tem que ser repensado. Nome limpo é antes de tudo e acima de tudo o nome ético, o nome que não sai dos trilhos por leviandades consumistas ou irresponsabilidades geradas pela aposta na “compreensão” dos que vivem pregando – da boca para fora – a luta contra as desigualdades. Ninguém nos desiguala senão nós mesmos. Não ter dinheiro não me deixa menor diante de quem quer que seja, o que me deixa menor é o meu descaro diante das minhas falcatruas existenciais, da minha cara de pau diante dos compromissos. Compromissos não cumpridos. Esse tem que ser o propósito de qualquer “destrava” Brasil. De outro modo, vamos continuar no falso choro do “sou pobre”, “sou desigual” (mas sou desigual só quando isso representa uma vantagem para mim...). Educação Moral e Cívica já, em famílias e escolas. Ah, e quem se propuser a endossar movimentos desse tipo, “limpar o nome”, tem que começar na arena política. Muita coisa para limpar, muitíssima. E mais ainda. Quantos dos “endividados”, “pobrezinhos” não tomaram as vacinas? Quantos estão endividados com livros? A velha história do capitalismo: - Mostra-me onde estão tuas dívidas e dir-te-ei quem és...! Não é de mais carros nem de mais televisores o de que os brasileiros precisam, o de que mais precisam é de livros e de Educação Moral e Cívica. O mais é oportunismo de plantão...


Limites

Não tem cabimento o que cantores ordinários, muitos ditos sertanejos, estão dizendo nas letras de suas “músicas”, que de músicas nada têm. Palavrões de bordel, de gentalha da pior espécie e... Ninguém lhes dá um freio. Cantam na tevê, em rádios e em “shows”, na verdade latrinas coletivas. E não há um macho nos “poderes” para bater na mesa? Estão debochando da decência e do respeito. Cuidado, abram o olho...!



Machos

Machos de araque, isso sim. Uma jornalista de Porto Alegre contando de uma viagem que fez de São Paulo a Paris. Ela na janela e ao lado dela, na poltrona do meio, um ordinário que viajou o tempo todo com as pernas mais abertas do que... nem digo. É o que os vagabundos fazem nos ônibus, em todos os lugares ao lado de mulheres. Só ao lado de mulheres os sacripantas fazem isso. Na “minha” delegacia eles vão aprender a fechar as pernas...


Falta Dizer

Nós, humanos, somos transmissores e receptores, a exemplo de um aparelho de rádio. Quando ligamos o rádio procuramos por algo que esteja em “sintonia” com nosso gosto, fazemos o mesmo com as pessoas. “Ligamo-nos” às semelhantes, bah, vem daí a maioria dos chiados... Sutil.




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