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Inteligência artificial: um novo começo ou o início do fim?

Disrupção: tudo com Raphael Rocha Lopes

Rosie: a robô doméstica da família do futuro da dupla Hanna-Barbera.


“♫ Money, money, money/ Must be funny/ In the rich man's world/ Money, money, money/ Always Sunny/ In the rich man's world” (Money, money, money - ABBA).


Mas o título acima também poderia ser “Seremos os macacos da inteligência artificial?”. E tudo não passa de especulação, quero deixar claro desde o início da nossa conversa. Pelo menos neste texto.


O avanço das tecnologias de inteligência artificial está deixando muita gente alvoroçada. Alguns estão legitimamente preocupados, outros animados. O que ela nos trará, afinal? Quais os benefícios e quais os prejuízos?


No Mundo dos Jetsons ou no Mundo de Wall-E?


O pessoal um pouco mais velho lembra do desenho animado dos Jetsons, o contraponto dos Flintstones. A família Jetsons viva num futuro com carros voadores e quase todo tipo de gadget, e com uma simpática e geniosa empregada doméstica robô, a Rosie. Tirando alguns itens e os carros voadores, muito do que foi projetado naquela série do início dos anos 60 (e que passou no Brasil nos anos 80) virou realidade, embora em outros formatos. Lá, a tecnologia – inteligente ou não – trabalhava a favor dos humanos, fazendo-os ter mais produtividade. E ainda assim havia conexão (humana ou física) entre as pessoas.


No filme Wall-E, de 2008, as pessoas passaram a ter uma vida sedentária porque os robôs e máquinas, inteligentes ou não, faziam praticamente tudo para eles. Os humanos, grosso modo, não precisavam se preocupar com nada. E se tornaram individualistas.


O que a inteligência artificial fará com a humanidade? Hoje quem lembra dos números de telefones de amigos e parentes? É um exemplo bobo, mas há uma ou duas décadas as pessoas lembravam de muitos, sem precisar olhar na agenda.


Atualmente, qualquer pesquisa é fácil na ponta dos dedos. Ficaremos, como seres humanos, preguiçosos para pensar em qualquer coisa por tais facilidades? Transformar-nos-emos nos macacos da inteligência artificial no sentido da inferioridade da capacidade intelectual em relação à da máquina?


Especulações


Por enquanto, tudo é especulação. Deduzir se a máquina dominará o homem, tornando-nos, algum dia, escravos ou subjugados dela, é premeditar uma discussão que está em uma realidade, aparentemente, muito distante. Se é que vai chegar. Há, como diz um grande amigo, muitas coisas muito mais importantes para resolvermos hoje a respeito da IA.


Mas é da natureza humana. Há milênios discute-se se existe um ou muitos deuses, ou mesmo se há algum. Está na essência do homem refletir sobre o existencialismo e o pós-existencialismo, quando talvez fosse mais produtivo se preocupar em melhorar em concreto a vida atual na Terra. Contudo, não dá para dissociar. O que estamos fazendo aqui, de onde viemos e para onde vamos são perguntas que devem perseguir o homem desde seu primeiro sinal de raciocínio lógico. Naquela transição macaco homem.


Estamos num ponto tecnológico que não há como garantir evitar que alguma inteligência artificial, em futuro próximo ou distante, engane seus criadores e pense mais do que deveria pensar. Se a raça humana desenvolveu empatia (uma boa parcela, pelo menos) ao longo de sua jornada, não dá para atestar que o mesmo aconteça com algoritmos inteligentes. E, se fosse para apostar, eu diria que não desenvolverão.


Uma superinteligência artificial pode ser o novo deus. Ou tudo isso pode ser só especulação!


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