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Esquerda, direita, centro e o que mais?


Imponente sede do TSE em Brasília


Acessei o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para verificar quantos partidos políticos existem oficialmente no Brasil. Para minha surpresa hoje são 33 as siglas registradas e em condições de disputar eleições no país. A pergunta que fica é a seguinte: se são tantos os partidos, por que permitem as coligações? Afinal, quero acreditar que essas legendas têm filosofias, posições, convicções distintas umas das outras. É claro que não. Tanto não existe diferenças entre a maior parte dos partidos que nas eleições há todo tipo de coligação. Partidos de esquerda se unem às legendas de direita, inimigos irreconciliáveis dividem fotos nos mesmos “santinhos”, enfim, vemos todo tipo de anomalia. O que existe de fato hoje é uma polarização entre direita e esquerda e o pessoal do centro espremido em meio às posições mais liberais e conservadoras. O que prevalece são os interesses. Cargos, secretarias e emendas são os prêmios distribuídos e que são objeto destas associações incomuns. A verdade é que três partidos seriam suficientes para atender as correntes políticas do Brasil. Determinar isto em lei? Não seria recomendável. Vivemos num país democrático e livre. Mas não tenho dúvida de que se não houvesse o Fundo Partidário, o dinheiro público que é distribuindo aos partidos, no mínimo a metade dos partidos existentes hoje fechariam as portas e seus integrantes correriam para as siglas mais robustas.



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