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Dinheiro tem, o problema é para onde vai


Não foi concedido aumento do vale alimentação aos professores


Um dos deputados que faz oposição mais ferrenha ao governo do estado, Sargento Lima manifestou sua indignação com o que chamou de "pacotão" que está em discussão na Assembleia Legislativa. Um dos pontos que mais irritou o parlamentar de Joinville foi a afirmação dos deputados que formam a base do governo de que é impossível pagar R$ 25 de vale alimentação ao magistério estadual. O valor multiplicado por 30 dias custaria aos cofres públicos R$ 350 reais mensais por servidor. Lima lembrou ironicamente que com o aumento proposto de R$ 12,50 o professor quase conseguiria comprar um lanche do McDonald's.



Deputado Sargento Lima com a deputada Luciane Carminatti na Alesc


Sargento Lima fez uma comparação interessante sobre a distinção no tratamento por parte do governo do estado entre diferentes categorias.

Enquanto o governo Carlos Moisés reluta em dar um pequeno acréscimo no vale alimentação ao magistério estadual, não viu problema em aumentar o salário dos alunos do curso de formação de oficiais da PM que passarão a ganhar R$ 16,3 mil mensais. Antes os cadetes recebiam R$ 4,7 mil. Quem está ensinando, compartilhando conhecimento não tem direito a receber reajuste no vale alimentação, mas quem estuda como cadete no mais alto nível no Centro de Ensino da Polícia Militar merece receber aumento generoso nos salários, na avaliação do governo do estado. O deputado apresentou números que mostram que não faltam recursos. O problema é o destino dado ao dinheiro.

"Os R$ 812 mil que significam este aumento para 70 alunos praticamente cobririam os R$ 962,5 mil necessários para dar os R$ 12,50 para 77 mil professores, incluindo 20 mil ativos, 28 mil inativos e 29 mil temporários." Lembrou Sargento Lima.

Não bastasse este exemplo absurdo apresentado, Lima citou outro caso que mostra que os profissionais de educação não estão recebendo tratamento à altura da função que realizam.

Segundo o Sargento Lima para um procurador ou um auditor receber o vale-combustível nem precisa provar que tem carro ou que é habilitado para dirigir. E concluiu: " Até onde se sabe, um professor precisa se alimentar todos os dias.





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