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Decisão do tradicional contra o novato

Atualizado: 22 de nov. de 2021

LETRINHAS DO RDB com Roberto Dias Borba


O Pirabeiraba, que tenta seu quinto título (contando com a Taça Cidade de Joinville de 1998), já está acostumado com as finais, onde tem ainda três vices, representa a tradição na decisão da Primeirona deste ano. E o adversário será o novato nesta situação, a ACM/Estacaville.

Enquanto o Pirabeiraba foi na casa do Juventus e buscou a vaga em pleno Estádio H. de Britto com uma vitória, depois do empate no primeiro jogo, a Estacaville também deixou seus domínios, apesar de não ter um campo fixo, para buscar um empate dramático já nos acréscimos do segundo tempo para superar o Morro do Amaral. O verde e branco foi o vencedor na partida de ida, e estava vendo o sonho de uma final escapar, depois de sofrer o gol de Douglinhas, aos 23 minutos do primeiro tempo. O time do Morro do Amaral fez o tempo passar e estava anunciando uma festa até que Marcelo Soares, aos 47 minutos do 2º tempo, garantiu o empate.

O Morro do Amaral reclamou do lance que originou o gol que estava tirando sua vaga com o árbitro Diego da Costa Silva. Não adiantaram as reclamações e até uma certa coação ao árbitro, que manteve o gol.


ACM/Estacaville chega pela primeira vez à decisão da Primeirona

Foto: arquivo ACM/Estacaville


Público numeroso e emoção até o apito final


Ao redor de todo o campo, um público numeroso deu um colorido todo especial para a semifinal no Morro do Amaral. Os lances foram de tirar o fôlego dos torcedores, que tiveram momentos de emoção até o apito final. O Morro do Amaral foi mais persistente até conseguir abrir o placar, mantendo o ritmo de marcação forte na saída do adversário. Pelo lado da ACM/Estacaville, mais uma vez, como um motorzinho do time, Wellington não se intimidou em organizar as jogadas de meio de campo da ACM/Estacaville. A persistência valeu a pena quando o verde e branco conseguiu o empate e a inédita classificação para a partida decisiva.



Iniciativa decisiva


Nos dois jogos das semifinais, o Pirabeiraba teve a iniciativa de sair na frente no placar. Em seu reduto, no distrito, o time do peixe brilhante marcou duas vezes e os juventinos conseguiram reagira e voltar para o Iririú com o empate. O placar de igualdade no primeiro jogo dava ao Juventus a falsa vantagem de poder jogar também pelo empate no Estádio H. de Britto. E foi contra a vantagem do adversário e a dificuldade de encarar o reduzido gramado que o Pirabeiraba não ficou passivo. O time do técnico Da Silva abriu o placar aos 14 minutos do primeiro tempo. O lance que deu origem ao gol de abertura do placar e que garantiu a vitória do Pirabeiraba surgiu em lance de bola parada após a cobrança de escanteio. O zagueiro Mancha estava lá para marcar de cabeça. O Juventus teve uma tímida reação e sem ter jogadas agudas que pudessem resultar, ao menos, no empate.



Vistoria fora de hora


A imprensa alertou insistentemente sobre a coincidência de datas das finais da Libertadores e da Primeirona. Duas semanas após da advertência, a LJF resolveu se posicionar, mesmo que ainda não estivessem definidos os finalistas. Na sexta-feira, dia 19, a final da competição joinvilense estava passando do dia 27 para o dia seguinte, dia 28. À tarde, após os “donos” da Arena darem o aval para a troca de data, tudo foi dito pelo não dito.

É que na tarde de 28 de novembro a Arena estará passando pela vistoria da Federação Catarinense de Futebol para o Campeonato Catarinense de 2022. Ao invés dos senhores de colarinho branco mudarem seu roteiro, é o pessoal do futebol amador que estará sendo prejudicado e desrespeitado. Os cartolas do futebol não se preocupam com quem faz os degraus para os poderosos subirem.


Experiência e as (des) vantagens


O time do Pirabeiraba volta a estar numa final de Primeirona. O que tem em comum em todas as outras decisões é a formação do elenco, com a grande maioria dos atletas permanecendo juntos desde que o técnico Da Silva estava no comando do Juventus e que levou esta base para o distrito.

A vantagem é a experiência que o treinador e seus comandados têm nestas decisões. A desvantagem é com relação ao desgaste pela idade. Nada que possa comprometer para subir mais uma vez no topo do pódio. São mais de 10 anos mantendo a base, que neste ano teve a ausência de algumas peças por conta de contusões.



O mapa dos campeões da Primeirona


Desde 1935, com a ACD (Associação Catarinense de Desportos) que deu origem à LJF (Liga Joinvilense de Futebol, que a Primeirona está em campo. No início, ainda sem a oficialização do profissionalismo e que passou a ser adotado ainda nos anos 1940, e depois com o certame “extra de profissionais” paralelo ao campeonato amador, e exclusivamente amador a partir de 1978, que estão contabilizados 25 campeões, quatro deles de outros municípios e o restante todos de Joinville, distribuídos por 17 bairros.

A lista de campeões da Primeirona não muda desde 2008, quando a Serrana conquistou o título. O bairro com mais conquistas é do Bucarein, com o Caxias (15 vezes), Estiva e juniores do JEC, cada um com um troféu. O América tem a maior coleção de títulos, com 19 vezes. A Tupy vem em segundo, com 17 troféus. O Caxias é o terceiro nesta lista de papões da premiação.



Uma vaga quase definida. Outra indefinida


A Serbi, que foi ao Cubatão, e sapecou 4 a 1 no União do Oeste, tem a grande vantagem para chegar à final da Segundona e ter o acesso para a Primeirona do ano que vem. Na outra semifinal, no Ernestão, o Caxias jogou bem mais do que a Sercos, criou o maior número de oportunidades, mas o empate (0 a 0) ainda favorece ao time do Costa e Silva, que na semana passada pode voltar a atuar pelo empate. Ao Gualicho resta unicamente vencer para estar na final e manter o sonho do acesso.



Adhemar Garcia na Segundona


A melhor campanha da Terceirona é do Adhemar Garcia e sobe para a Segundona de 2022 com todos os méritos. Nas semifinais, venceu os dois jogos contra o Amigos da Vila – 3 a 1 fora de casa e 1 a 0 em seu reduto. O segundo classificado é o Nego Buja, que eliminou o Atlético Pirabeiraba. Os dois finalistas – Adhemar Garcia e NB – estão garantidos na Segundona de 2022. As finais serão definidas em duas partidas, com o primeiro no próximo domingo no Jardim Iririú e a entrega do troféu no dia 5 de dezembro, no bairro Adhemar Garcia.

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