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Caráter é vida

Luiz Carlos Prates



Vamos supor uma situação e dessa situação uma pesquisa. Imaginemos uma pesquisa feita com o povo, nas esquinas. A pesquisa envolveria de um lado algumas pessoas ricas, muito ricas, mas eticamente perigosas, para não dizer inconfiáveis. De outro lado, a pesquisa colocaria pessoas pobres, trabalhadoras, sem nada no banco, todavia, pessoas éticas, confiáveis, daquelas de você não precisar fechar a porta do cofre quando elas estivessem por perto. A pesquisa seria sobre quem os eleitores gostariam de ter como amigos, os pobres honestos ou os ricos eticamente perigosos? Nem é preciso levar adiante essa pesquisa, o povo, maioria estonteante, escolheria os ricos, ainda que eticamente perigosos... E é por esse tipo de postura que estamos neste mundo perigoso, difícil de achar alguém confiável, uma parceria que nos faça sentir vivos, alegres e “seguros”, seguros pelo caráter dos amigos ou das companhias na cama... Faz alguns dias, reencontrei uma velha amiga, amigona mesmo, jornalista, gaúcha, uma guerreira. Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela como estava a vida. E ela, sem suspirar, me disse – “Ah, Prates, minha vida vai daquele jeito que tu bem sabes, uma correria, dificuldades, e tu sabes como é a vida de uma mãe-solo”! Claro que não passei um pito na minha amiga, dizendo a ela que não existe mãe-solo senão por viuvez. O mais não é nada solo, o filho foi feito com alguém. No caso dessa amiga, eu disse a ela que ela não tinha muito do que se queixar da sorte, o cara com quem ela casou não era de antemão bem conceituado no grupo, mas... Era um “grandalhão” na imprensa. Aceitar ele ou ela sem certezas sobre a ética dessa possível parceria é tiro no escuro. Não pode haver dúvida num casamento, não pode haver numa sociedade comercial, não pode haver com quem quer que seja; as certezas só podem vir do caráter. Uma pessoa alicerçada sobre valores éticos e notáveis desde os primeiros momentos de relação não nos frustra, não nos vai fazer sofrer. Mas vá dizer isso nesta sociedade em que vivemos, onde os pútridos de caráter, mas abastados de saldo bancário, são os preferidos. Quem cair nessa tentação feche o bico, vá chorar lá atrás do galinheiro. Caráter é vida, o mais é cadeia...


Perigo

Estão se metendo onde não devem. Ué, gente! Manchete – “Descriminalização do porte de droga avança; STF deve definir limite”. Não tem limite, senhores! O viciado faz circular um produto proibido e com isso alimenta o tráfico de drogas. Ademais, um “consumidor” pode ir e vir 200 vezes por dia com suas graminhas legalmente permitidas, só que na soma dos ir e vir o cara é um traficante... Droga é droga e ponto final. Ué!



Trabalho

Em razão da pandemia-Covid-19, muitas empresas ficaram coçando as orelhas, manter ou não o trabalho caseiro para muitos funcionários? 58% dos empregados pesquisados dizem que são mais produtivos trabalhando em home office. Ah, é? Então, abram um negócio próprio, amigos! O sair de casa para o trabalho e as energias coletivas do ambiente de trabalho são vigorantes e abrem a criatividade. Em casa, de chinelo e bermudas? Só bocejos!


Falta Dizer

Vi na televisão, cena de humor. A mãe foi ao cartório registrar a filha: Maria, o nome dela, senhor! O homem do cartório fez caras e bocas. – “Maria? Maria está fora de moda, senhora! Tem que ser um nome com “y”, com dois “n”, tem que ser um nome da moda”! Piada? Não, verdade. A moda é dar nomes ridículos às crianças indefesas.




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