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Caminhos da vida

Luiz Carlos Prates


Bem poucos na vida se dão conta de que nossos bens mais preciosos só são notados ou lembrados quando já estamos com os pés no atoleiro das dificuldades. Uma burrice natural no ser humano, salvaguardadas as escassas exceções. E se nos dermos conta dessa verdade em tempo, bah, vamos salvar a pele. Digo isso, leitora, depois de ler num jornal que – “A riqueza está nos detalhes, sempre disponível a quem quiser. A riqueza está nos raios de sol se multiplicando através das folhas de uma árvore, no aroma das flores, na complexidade dos relacionamentos humanos”. Psicologia banal? Quem pode contestá-la? Poucos apreciam o sol lá em cima senão quando lhes está “chovendo” forte na vida... Vale para tudo. As coisas simples, de pouco ou nenhum valor monetário, não nos costumam encantar ou serem lembradas, senão, repito, quando o bicho nos pega. Quantos néscios, negacionistas das vacinas, urraram quando já era tarde, quando já estavam na UTI? Quantos reconheceram que a empresa não era ruim, que os colegas não eram tão chatos, mas só depois da demissão? Quantos olham para trás e se arrependem do divórcio por que lutaram? Quantos se lembram dos dias de liberdade de que gozaram, mas puseram tudo fora num crime barato e danoso às suas vidas? Tudo, do mais simples ao mais difícil, está na palma da nossa mão, todavia, só notado ou lembrado quando já é tarde... Ter consciência do valor da simplicidade e, sobretudo, do valor do que temos é uma possibilidade de todos, mas, infelizmente, de poucos. – Ah, como fui burro! – Ah, como fui idiota! Quantas vezes já dissemos isso? O diacho é que vamos, senão em casos de excepcionais

exceções, continuar repetindo esses sofrimentos. A frase citada lá em cima fala em “riqueza de detalhes”. A vida toda é um acumulado de detalhes, coisas pequenas, pouco notadas, mas... Costumeiramente, as mais importantes da vida. Conheço muitas pessoas pobres, pobres de dinheiro, todavia, riquíssimas em suas “vidinhas” simples. Aliás, vida simples é o caminho dos longevos. Nossos arroubos e estultícias nos jogam pedras no caminho, queremos mais e mais e afundamos no menos da simplicidade...



Traição

Ela é dessas bobonas que andam por aí, finge ser isso, finge ser aquilo, mas apertando bem não sai nada. A bobona em foco é casada com um sujeito que é a cara dela... E esse cara a passou para trás com outra mulher. Sabes o que essa traída disse? Que Deus a iluminou para saber da traição e perdoá-la. Pô, que deus legal esse, um deus machista que manda mensagens de perdão a um ordinário e de sujeição para uma leviana, pô, que legal... Inventa outra, bobona!


Apito

Se eu fosse diretor de uma escola, cada professora/or teria um apito no pescoço. E como um árbitro de futebol, eles não perderiam tempo com advertências inúteis. Um apito é “sossega o facho”, um segundo apito para um determinado aluno é – pega o que é teu e cai fora! Em escolas de todo tipo e em universidades o que prepondera é gentalha mal-educada, e com esse tipo de traste é “Pega o que é teu e zarpa...”. Sem muxoxos.




Falta Dizer

Estão fora de controle os “golpes” de internet. A pessoa, desatenta, recebe mensagens com a foto e a voz de um filho, avô, irmão, de pessoa da família, enfim, pedindo uma ajuda financeira imediata. Para não cair nessa, a pessoa procurada deve pedir uma palavra-senha, uma palavra de uso habitual da família. Sem essa “comprovação” é desligar e tomar um mate.

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