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Autismo, falta de médicos e transporte público

Entrevista com o vereador Diego Machado

reprodução Jornal Via Direta


Numa entrevista concedida ao Portal Via Direta na segunda-feira (29/03) o vereador Diego Machado -PSDB - alertou para o problema da exigência regular em Joinville do laudo do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O parlamentar possui um irmão com autismo severo e é muito ligado às entidades que promovem o atendimento às pessoas com TEA.

O laudo se faz necessário para que as crianças recebam os benefícios oferecidos por escolas e instituições. Para conseguir o documento é preciso que uma junta médica faça a avaliação. Como essa exigência é anual, a família nem sempre dispõe de recursos para pagar por esse documento. Segundo o vereador, não faz sentido determinar uma validade para o laudo, já que o autismo não tem cura.

" Existe um consenso que determinar uma validade para este laudo é desnecessário. Prejudica ainda mais e causa mais obstáculos para a família que já tem uma luta diária." Afirmou.

Embora não exista cura para o autismo, há intervenções que possibilitam à pessoa com autismo se desenvolver, adquirir habilidades sociais e conquistar autonomia e independência.


Sem médicos


Em Joinville há cada vez mais queixas sobre a falta de médicos nas unidades de saúde. O reduzido quadro de profissionais de saúde começa a afetar o atendimento. Com a pandemia da Covid-19 as pessoas estavam evitando procurar ajuda médica, o que dava a falsa sensação de que não havia problemas nesta área. A redução dos casos da doença, no entanto, encorajou as pessoas a buscar tratamento. E não é só nos postos de saúde que se nota a falta de pessoal.

" Recebi o relato que no Hospital Infantil a espera pelo atendimento demora de 6 a 8 horas". " E nós sabemos que alguns contratos estão findando agora. Contratos oriundos da época da pandemia". E o vereador ainda deixou uma pergunta no ar: " Vai ser feito um novo contrato, vai ser estendido o convênio?" O vereador pretende cobrar o executivo municipal. Inclusive sobre a possibilidade de um concurso público para a saúde.


Transporte Público


Ainda na entrevista o vereador falou sobre a falta de ônibus. As linhas estão cada vez mais raras, os abrigos estão precisando de manutenção e nos finais de semana os usuários do transporte coletivo precisam ter paciência para pegar um ônibus.

O vereador chamou de vergonhoso o contrato que existe entre o poder público e as empresas do transporte. Machado citou o item do contrato que permite às concessionárias simplesmente deixar de realizar uma rota se ela for considerada deficitária. Cabendo ao poder público subsidiar esta linha se houver entendimento que ela precisa ser mantida.

Segundo o vereador uma consultoria está sendo realizada para avaliar qual será o modelo ideal para o município de Joinville. Um termo de referência para licitação está sendo desenvolvido para definir as novas regras do jogo.




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