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As encrencas com o tempo

Luiz Carlos Prates


Como todos querem ficar para semente, ninguém quer morrer. Essa pelo menos é a regra. Ora, se a pessoa não quer morrer, tem que admitir a velhice. E é na velhice que muitos são pegados no contrapé. O que quero dizer com isso? Falo de pessoas que não vão viver bem a velhice pela singela razão de que nunca, ou raramente, viveram no aqui e agora. O aqui e agora é uma pregação milenar dos budistas e das pessoas sensíveis, sem qualquer toque de religião. Aliás, religião não adianta de nada nos adiantados da vida para a grande maioria dos ditos religiosos. Por quê? Porque por muito tempo essas pessoas viveram na enganação de um céu no futuro, a maior estultícia de todas. É danação não viver no aqui e agora. Na velhice o relógio anda mais depressa, ainda que ande sempre no mesmo trote. Anda mais depressa em razão de os horizontes do tempo que resta irem ficando cada vez menores... Quem vive consciente e intensamente no aqui e agora não se inquieta com a chegada do futuro, no caso, a velhice, o ponto final. Ninguém quer saber do ponto final, então, não há saída senão esquecer o passado e não viver espichando os olhos para o futuro, para o futuro assustador. É viver com intensidade o aqui e agora, só o que temos. Bem pensado, ninguém tem mais o passado, tenha sido ele bom o ruim, e muito menos o futuro, uma incerteza fantasiosa. Quer dizer, se estivermos com os pés no chão no aqui e agora, vamos “descobrir” que o hoje é o passado do amanhã. Tudo artifícios de nossa cabeça, mas artifícios que nos inquietam e tiram o sono. Quem viver bem o hoje, produzir bem os trabalhos de hoje, terá um amanhã gratificante, mas quando esse amanhã chegar ele não será mais do que o aqui e agora do hoje de sempre em nossas vidas. Só podemos viver no hoje, mas esquecemos disso. Estupidez. As pedras pesadas da velhice caem sobre nossas cabeças humanas pela consciência de um fim, esse fim nunca está no aqui e agora, mas... Ali na frente. Um ali na frente que ninguém sabe onde é; só sabemos do aqui e agora. O hoje é a saída. Mas o costumamos ignorar. Burros!


Grupos

Vejo quase todos os dias um pouco de “verdades” no canal Animal Planet. Gente boa cuidando de animais, mas... Ao meio dos sensíveis, os de mentes entupidas. Ontem, vi um grupo de caçadores, no Quênia. Um grupão de caçadores, mas... Nenhuma mulher. Que estranho! Só homens juntos e nenhuma mulher? Faz sentido, eles gostam de estar “entre eles” e de assassinar bichos indefesos... Já as mulheres têm alma, coração e vida... Bem interessante.


Medos

Muitas são as desculpas para “deixar para amanhã”. A procrastinação resulta de dois fatores básicos: medo e falta de interesse, mais um que outro ou ambos de mãos dadas. Quem quer faz hoje, quem não teme mete as caras... Então, que fique claro, quando alguém lhe vier com a conversa mole de estar muito ocupado e só poder fazer isto ou aquilo amanhã, saiba que estás diante de um medroso ou de um desinteressado.




Falta Dizer

Idiotas, levianos, fujões, dão no pé do Brasil, caem fora, vão fazer a vida lá fora... Fazer a vida? Só em atividades que aqui consideram rasteiras, mas... Quando o bicho ameaça pegá-los lá fora querem ajuda, querem voltar. Fiquem lá, covardes, farsantes! Segurem o tchan da covardia.

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