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Alerta Laranja em Joinville: A Emergência Silenciosa

Tome Nota com Enio Alexandre


Enquanto o Brasil enfrenta um rápido surto de dengue em 2024, que já se transformou em epidemia em seis estados, Joinville emerge como o epicentro dessa crise de saúde pública. Com 17 municípios declarando emergência, a cidade mais afetada de Santa Catarina, estranhamente, limitou-se a emitir um Alerta Laranja, geralmente reservado para riscos de eventos climáticos.


O motivo para evitar a declaração de situação de emergência parece claro: o ano eleitoral está em jogo. Admitir a gravidade da dengue poderia ter impactos negativos na imagem do prefeito Adriano Silva? Não tenho certeza, penso que demonstraria disposição em enfrentar o problema de frente.

A dengue em Joinville não é uma emergência recente; já se arrasta há pelo menos dois anos. Talvez a declaração de situação de emergência pudesse chamar a atenção dos governos estadual e federal para a gravidade do problema local. Parece que, ao minimizar a doença, estamos tratando a dengue como uma questão menor, enquanto os postos de saúde se encontram abarrotados e muitos são obrigados a pegar atestados médicos devido à "Dengue".


O vereador Cassiano Ucker, médico de profissão, expressa sua preocupação com a subnotificação dos casos. Ele, com sua experiência nos consultórios de Joinville, questiona se os números divulgados correspondem à realidade. E nem fala em má-fé, mas nos métodos aplicados para contabilizar as pessoas infectadas. E quanto às mortes? A ressalva de que os pacientes tinham comorbidades não consola as famílias enlutadas. Não se pode minimizar um problema tão grave que afeta toda a cidade.


É hora de o prefeito tratar a dengue com a mesma seriedade que tratou o desastre ambiental causado pelo vazamento de ácido sulfônico no rio Cubatão. Afinal, ninguém está imune à dengue. Enquanto a água contaminada gerou uma corrida aos supermercados, a dengue não oferece proteção. É necessário um esforço conjunto do executivo, legislativo e governos estadual e federal, envolvendo também a iniciativa privada e a população.

Esqueçamos, ao menos por enquanto, que este é um ano eleitoral. A saúde da cidade deve prevalecer sobre interesses políticos.





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