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A dura realidade das ruas em Joinville

Tome Nota com Enio Alexandre

foto: José Cruz /Agência Brasil


Nos últimos dias, um problema que não é exclusivo de Joinville tem chamado a atenção de todos: a crescente presença de pessoas em situação de rua, especialmente no bairro Bucarein. Embora essa realidade se estenda por toda a cidade, a concentração é um pouco maior nessa região devido à presença do Restaurante Popular e da estrutura de apoio mantida pela prefeitura no local. É verdade que a Guarda Municipal e Polícia Militar aumentaram as rondas após as reclamações do moradores, mas esta é uma ação paliativa. As pessoas estão lá, são de verdade.


Nossa sociedade testemunha diariamente a triste cena dos desafortunados. São indivíduos, muitas vezes dependentes químicos, que passam os dias percorrendo caminhos difíceis, pedindo dinheiro nos semáforos ou buscando nas sobras dos lixos uma refeição escassa. Há registros de pequenos furtos, roubos e arrombamentos também.

Nesse contexto, o Restaurante Popular se torna uma verdadeira tábua de salvação. Pois lá recebem uma refeição digna.

Observamos uma realidade que transita da pobreza para a indigência. Muitos preferem ignorar essa dura verdade, mas ela está lá, à vista de todos. Além do desconforto, as pessoas que buscam estudar, trabalhar ou apenas dar um passeio pelo bairro se deparam diariamente com a insegurança.

A solução para esse problema parece distante, como se escorregasse por entre nossos dedos. Os impostos consomem metade do ano do trabalhador brasileiro, mas o retorno nem sempre reflete nas mãos estendidas pedindo compaixão.


Enquanto o país ostenta suas riquezas, uma parcela significativa da população sofre na miséria. Serviços públicos estão disponíveis para aqueles que buscam sair dessa situação, mas esbarramos em uma realidade: parte dessas pessoas não deseja abandonar o vício e deixar as ruas.

Não me atrevo a apresentar uma solução definitiva para essa questão complexa, mas é evidente que os métodos de ajuda aplicados atualmente têm falhas. Precisamos abrir os olhos para a realidade presente nas ruas de Joinville, discutir alternativas e evitar simplesmente "varrer a sujeira para debaixo do tapete". A sociedade como um todo deve se envolver nesse diálogo, tentando salvar essas vidas que, nas ruas, acabam cometendo crimes, não produzem e causam desconforto à comunidade. É hora de debater e agir para minimizar um problema que afeta a todos nós.




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1 comentário


Didmar Radloff
Didmar Radloff
27 de jan.

Minha opinião referente aos mendigos em Joinville.

É notório o aumento gradativo de andarilhos, no passado era um ou outro que passavam aqui na frente de casa, hoje são mais de vinte diariamente. Qdo perguntados da onde são? respondem, de Joinville!(?).

Enquanto Joinville estender tapete vermelho para esses caras, oferecendo cama e comida sem que precisem dar qualquer retorno, esse tipo de hóspede vai crescer e muito! Acorda Jlle! Esses caras tem energia para tudo, menos para trabalhar.


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