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755 infrações em apenas um radar de Joinville

Levantamento foi realizado num período de apenas 30 dias

foto:Secom/Joinville


Além das estratégias obscuras de aplicação de multas de trânsito, como agentes e veículos oficiais escondidos fora da área de visão dos motoristas, a administração municipal de Joinville investiu pesado em tecnologia, que se torna uma aliada fundamental para identificar e punir motoristas que cometem infrações no trânsito. Como exemplo, um novo radar instalado na rua Ottokar Doerffel tem chamado a atenção e gerado discussões acaloradas entre os motoristas locais.


Durante o período compreendido entre 29 de junho e 29 de julho, esse dispositivo, estrategicamente posicionado na confluência das ruas Ottokar Doerffel e Gothard Kaesemodel, registrou um impressionante total de 755 infrações de trânsito. E este é apenas um dos 101 equipamentos que a Prefeitura Municipal de Joinville utilizará para monitorar o trânsito e aplicar multas. As infrações variaram desde excesso de velocidade até avanços de sinal vermelho e paradas sobre a faixa de pedestres.


Utilizando como parâmetro o valor das multas por furar sinal e parar sobre a faixa de pedestre de R$ R$ 293,47, somente neste equipamento é possivel arrecadar mais de R$ 230 mil com estas 755 infrações identificadas em apenas um mês.


Embora exista uma lei em vigor em Joinville que proíbe radares sem displays, há dezenas de pardais espalhados pela cidade. Muitos destes dispostivos foram posicionados atrás de postes e outros obstáculos com o objetivo de dificultar a visualização por parte dos motoristas.


A administração municipal planeja instalar um total de 101 equipamentos até o final dos próximos 180 dias. Essa iniciativa abrange uma variedade de tecnologias, incluindo 47 radares, 29 lombadas eletrônicas e 25 semáforos.


As opiniões quanto a essa expansão da fiscalização eletrônica são divergentes. Enquanto alguns elogiam o esforço da administração em combater infrações e promover a segurança, outros expressam preocupações sobre a possibilidade de excessos na aplicação de penalidades com a chamada "indústria da multa". É o caso de Alisson Nascimento, que vê nesta iniciativa apenas a intenção de arrecadar.

" Ninguém quer cuidar da segurança, a intenção é faturar com as multas". Afirmou o estudante de Direito.

Glauciane Schmitz, que é mãe, comemora a decisão. " Eu levo minha filha para escola de ônibus, considero positivo os radares porque o trânsito em Joinville é muito perigoso para pedestres".


Contudo, as autoridades municipais destacam que a tecnologia é um meio eficaz de fazer cumprir as regras, com o intuito preservar vidas e criar um ambiente viário mais seguro.






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