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É tudo na cabeça

Luiz Carlos Prates




Não lembro o que me fez ser um aficionado por leitura, não foi questão de família, isso eu sei. Já pensei muito sobre isso e fiquei com uma “certeza”: foi então a escola marista. Os maristas, com certeza, me fizeram descobrir as leituras. E ao meio do muito que já li, algumas histórias ficaram. Um exemplo marcante. Li sobre uma pesquisa americana (sempre eles)... Os pesquisadores saíram em busca de pessoas medrosas, pessoas que acreditavam em “vultos” numa sala escura, pessoas que não admitiam nem de longe ir e passar a noite num lugar mal-assombrado, bah, nem pensar. Pois os pesquisadores descobriram lugares afamados pelos “fantasmas”, mas não disseram nada aos pesquisados. Inventaram saídas para determinados lugares e pernoite, ao meio do caminho, em lugares famosos pelos “fantasmas”, mas... Ninguém sabia de nada. Os pesquisados pernoitaram, em grupo, nesses lugares. Horas depois do pernoite um pesquisadores, como que acidentalmente, falava do lugar onde tinham passado a noite, um lugar conhecidamente mal-assombrado. Bah, pra quê! A cabeça dos pesquisados, e avessos a assombrações e tolices desse tipo, giravam estonteada, só faltaram vomitar. O vômito, você sabe, é uma rejeição do estômago ao que não nos caiu bem, e vale para vômitos emocionais, tanto que quando não gostamos de alguém dizemos – Bah, aquele sujeito me dá ânsias de vômito! Relembrando a história, os pesquisados dormiram como anjos na casa afamada como mal-assombrada, tudo porque não sabiam nada dos fantasmas da casa. Quer dizer, nada exista senão estiver em nossa cabeça, aliás, nada existe sem que saibamos, nada. Mais uma vez a velha verdade, somos o que pensamos, para o bem ou para o mal. Aliás, dizendo isso me lembro da Clarice Lispector (bah, que mulher!) que dizia de um seu personagem – “Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam”. Perfeito. Tudo no que cremos existe, tudo. E nesse credo se aloja de modo desagradável a ignorância. Ignorar tanto faz bem quanto mal, mas acreditar – por ignorância da obtusidade – no que até hoje não se teve provas é assinar a ficha do sofrimento, abonada pela infelicidade. Bom, e para terminar, quantas vezes já citei aqui o velho Marcão, capítulo 9, versículo 23 que dizia – Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. O diacho é saber no que crer. Sem provas, meu compadre, não acredito em nada...


Repetição

Sim, vou repetir, afinal, quem não sabe, o Brasil é o país das repetições e que precisa de repetições? É o seguinte, que nenhuma empresa ou escola aceite funcionário ou aluno sem vacinação prévia e comprovada. Sem vacina não há vagas nem matrícula garantidas. Os negacionistas que vão se coçar numa tuna. Quantos e quantos desses atolados infernizaram a vida de suas famílias por suas condutas antivacinas? Que as empresas e as escolas tenham brio e façam isso.


Brava

Essa é Mulher. Uma amiga, jornalista. Reencontrei-a depois de bom tempo. E aí, e o casamento? – “Ah, Prates, não deu mais, acabei com o casamento”! Quando ela me disse “acabei” com o casamento, pisquei, ué, por quê? E ela me disse simplesmente que ele não queria jamais usar camisinha. Ela que se cuidasse. Ela se cuidou, mandou o ordinário pastar...


Falta dizer

Muitas vezes as circunstâncias ou pessoas nos apertam uma “corda” no pescoço. Sem essa de que não temos como escapar, que gostaríamos, mas... Isso é desculpa mole usada pelos frouxos na vida. Tudo depende de nós, aceitar ou rejeitar, lutar ou se entregar. Desculpas frias só em Brasília...À ação, já.




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